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Comunicação e educação não são mercadorias como vendem as páginas da revista Veja, são direitos! Me tira o sono pensar que uma revista como a Veja, tão conservadora e elitizada, chega às mãos e aos olhos de tanta gente. É uma das revistas mais lidas no Brasil. Na edição lançada em 20 de agosto, a matéria anunciada na capa falava do ensino brasileiro. Se não formos hipócritas, reconheceremos que o ensino no Brasil é conservador, bancário e está a serviço da lógica dominante, nas palavras do nosso mestre Paulo Freire. Reconheceremos também que a educação é uma ferramenta social, que se manipulada pelos ‘grandes’, representados nas páginas da revista Veja, estará mesmo sendo ferramenta de morte, negando autonomia e valorização da vida dos/as educandos, reforçando a lógica sistêmica que mantém a desigualdade e a injustiça social no país.Educação precisa ser lutar por uma outra distribuição de renda, justa e solidária com os esfarrapados do mundo. Falar da possibilidade de sermos todos e todas co-autores da história que está sendo. Cantar um hino de louvação às culturas esquecidas do nosso povo tão maltratado e negado pela educação das salas de aula, que esquecem do mundo real. Construir, na partilha do saber, o conhecimento para a vida verdadeira, da solidariedade, da justiça, do amor, da autonomia, da indignação, jamais da competitividade ou curvado aos interesses do mercado. Proponho que a gente se informe melhor e que discuta a fundo a educação no pais. Não podemos nos calar e nos conformarmos enquanto o capitalismo berra. Um abraço na esperança.
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