É com muita alegria que a Equipe Nacional da Pastoral da Juventude
Estudantil vem divulgar o Subsídio de Formação sobre Educação! É um material
simples com dois textos, perguntas motivadoras, sugestões de músicas, vídeos e
poesias para se trabalhar e discutir nos grupos de base.
Motivados pela luta estudantil no Chile, este material tem por objetivo
promover o debate sobre a educação pública e motivar @s jovens da base para que
sejam agentes de transformação e construção do Reino, sempre fazendo opção
pelos jovens e empobrecidos.
Desejamos uma ótima leitura! Dúvidas e sugestões envie um email para
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!
"Eu vejo que a juventude tem muito amor, carrega a esperança viva no seu cantar..."
No intuito deconstruiruma PJE cada vez mais sólida em sua formação e articulação foi realizada a I Etapa da Escola de Formação do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Com apresençade escolas publicas e particulares, esses dois estados se juntaram em terras potiguares, na comunidade da Congregação Filhos de Sant’Ana durante os dias 26,27 e28 de agosto de 2011.
Compartilhamos nossos saberes e pudemos conhecer melhor a PJE através da sua história, identidade e espiritualidade. Com muita alegria e descontração os/as jovensvivenciarammomentos de partilha, estudo e descobertas, em rodas de debate, trabalhos em grupos e até mesmo paródias.
A PJE se tornou humana em cada rosto presente ao falarmos de identidade. A história saiu do papel e ganhou fala, som e ritmo.Perpassandotodos os momentos a espiritualidade se fez presente e fortificou a chama da missão desses dois estados irmãos.
Construímos-nospela base e nos alimentamos dos sonhos e anseios que essa trás, não adianta apenas olhar de fora é preciso estar junto e esse foi um momento de sentir e poder viver esses sonhos. Cada um/a voltou para sua base com uma tarefinha a mais na bagagem, a de propagar a experiência vivenciada em seus grupos e fazer com que cada vez mais jovens se apaixonem pelo Cristo Ressuscitado e encarnado no povo.
OBRIGADA A TODOS E TODAS QUE FIZERAM A ESCOLA DE FORMAÇÃO ACONTECER! VALEU RIO GRANDE DO NORTE E PARAÍBA!!!
Amém, Axé, Awere, Aleuia!
Atualizado em ( 04-Set-2011 )
VEM SONHAR: Projeto PJE nas Escolas Públicas CMJ - BH
Escrito por Francisco Bezerra
19-Ago-2011
O Projeto “Vem sonhar também – Construindo a PJE nas Escolas Públicas” pretende estimular o surgimento de lideranças protagonistas do seu meio, através da metodologia da Pastoral da Juventude Estudantil (PJE) nas Escolas Públicas. O Projeto será desenvolvido pelo Centro Marista de Juventude, apoiado pelo Vicariato Episcopal de Pastoral da Arquidiocese de Belo Horizonte e pelos Colégios Arnaldo, Marista Dom Silvério, Santo Agostinho, Colégio Santa Maria e Instituto Sagrada Família.
Atualizado em ( 19-Ago-2011 )
Semana do Estudante movimenta Canoas/RS
Escrito por Sarah
14-Ago-2011
Durante os dias da Semana do Estudante o Colégio La Salle Niterói, em Canoas, teve uma programação diferenciada e diversificada para celebrar esta atividade das PJ’s.
As oficinas contemplaram diversos temas:Hip-Hop, Cidadania, Espiritualidade Indígena, Danças Circulares eViolência contra jovens negros e indígenas.
A oficina sobre Violência foi assessorada pelo jovem Rafael Barros, da equipe da Campanha no RS. Mais do que o debate sobre a violência, a proposta da oficina girou em torno da análise de músicas e notíciasque tratam sobre violência motivando que os jovens construíssem cenas teatrais sobre como estes materiais relatam a relação violência e juventude.
Após a realização das oficinas, o restante dos períodos foi voltado para a integração dos estudantes e para a o torneio de futebol entre os professores e os alunos.
Atualizado em ( 19-Ago-2011 )
FELIZ DIA DO/A ESTUDANTE
Escrito por Sarah
11-Ago-2011
"Educação não
transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo".
Paulo Freire
Queridas e queridos estudantes desse Brasil! Hoje é
nosso dia!
Dia de comemorar nossa
vida de aprendiz e mestre, de luta e criatividade, de esperança na Educação que
Liberta!!
Nós da Pastoral da
Juventude Estudantil celebramos o dia 11 de Agosto e a Semana do Estudante
porque acreditamos no protagonismo dos e das jovens estudantes e na
"beleza de ser um eterno aprendiz"!
Sabemos que o estudo é
importante para entender melhor o mundo a nossa volta...mas não podemos ficar
por aí! Quando entendemos melhor nossa sociedade também queremos transformá-la
e criamos ferramentas para isso! Acreditamos na escola como espaço
eclesial e de transformação social.
Também celebramos este
dia porque cremos na importância de fazer memória de Edson Luís
e tantos e tantas que lutaram pela causa estudantil sonhando com a
construção do Reino de Deus.
Material de apoio para a Semana do/a Estudante 2011
Escrito por Monique Cavalcante Benevent
03-Ago-2011
"Dos tambores e cirandas, à luta pela vida!"
Estimados/as Jovens e Assessores/as da PJE do
Brasil,
no intuito de auxiliar ainda mais e garantir que
façamos uma ótima Semana do/a Estudante no Brasil, a Equipe Nacional da PJE
elaborou um material para ser mais um suporte nessa proposta de levar os/as
jovens a discutir sobre a Juventude Negra e Indígena, como comunidades de
resistência. Baixe o material clicando no link abaixo:
Envie-nos
notícias sobre o que aconteceu na Semana do/a Estudante de suas escolas! Vamos
tecer uma rede na PJE do Brasil! Sejamos comunidade!
"O jovem não é indiferente" - PJE no Jornal Mundo Jovem
Escrito por Sarah
02-Ago-2011
Como é ser jovem e ser estudante em nossos dias? Em 2002 a Pastoral da Juventude propôs a Semana do Estudante.
A ideia é trazer para o centro da escola e do espaço do jovem o debate sobre a educação, os grandes anseios da vida do estudante que se refletem na sociedade e relacionar todas as discussões estudantis com a realidade social. Conversamos com a jovem Tábata Silveira dos Santos.
Mundo Jovem:O que é ser jovem hoje? Tábata Silveira: Para saber quem é o jovem é preciso um esforço, pois não é um conceito estagnado. Tudo está em movimento e vários fatores vão interferir. Por um lado, objetivamente falando, o jovem é desempregado ou mal empregado, sofre muita violência, há um grande número de jovens encarcerados, é estigmatizado pela sua condição de ser jovem, há uma sensação de desconfiança etc. E subjetivamente falando, o jovem se sente muito cobrado para produzir resultados, para ser alguém que nem sempre é o que ele deseja ser. E a reação a isso pode resultar numa certa passividade. Não é uma inércia total, mas uma resposta a uma ação externa.
Mundo Jovem:Como é ser jovem estudante? Tábata Silveira: Penso que ser jovem estudante hoje é estar condicionado por uma espécie de disputa ideológica. Porque temos uma preocupação forte com o futuro. E sinto que o nosso futuro é disputado por forças: por um lado, o mercado de trabalho e, em alguns casos, a nossa família nos pressionando para que trabalhemos. E, por outro lado, temos um monte de sonhos, de vontade de ser o que de fato somos, vontade de seguir os nossos desejos. Ainda temos a televisão e as ferramentas desse sistema que vão nos condicionando a ser aquilo que não queremos ser.
Outra coisa do ser estudante é que a escola nos impõe uma condição apenas de aprendiz, sem possibilidade de intervir. Somos considerados objetos da educação e não sujeitos dela, por mais que existam estudantes que se movimentem contrariamente a isso. Existem, sim, jovens que se organizam por uma educação diferente, mas sabemos que a massa estudantil de fato aceita a realidade da escola assim como ela é.
Mundo Jovem:Como o jovem gostaria que fosse a escola? Tábata Silveira: Hoje, estudar é um dever, não é só um direito. Ser obrigado a ir à escola pode parecer chato quando significa entrar para a máquina e fazer parte da esteira dos iguais. Desde o golpe militar de 1964, temos um modelo de escola igual. Talvez nos últimos anos as escolas tenham andado alguns passos. Mas ainda não se promove o encontro, a partilha do saber... as coisas legais que gostaríamos de saber e de ser.
Há uma tentação de acreditar que todos são iguais e que o jovem não pode nos dar esperança. Mas quando chegamos junto com os jovens, encontramos uma realidade bem diferente do que a televisão mostra. Porque o jovem é criativo, tem uma capacidade fantástica de inventar e surpreender. Não que o jovem seja a grande esperança do mundo; a humanidade inteira deve ser esta esperança. Porém essa discussão serve para reconhecermos o jovem como sujeito capaz de criar. O adulto deve romper com estes muros de achar que só ele detém o lado certo das coisas, e oportunizar ao jovem a sua capacidade de criar.
Mundo Jovem:A escola valoriza as culturas juvenis? Tábata Silveira: De um modo geral, os estudantes não são convidados a trazer a sua cultura para a escola. Parece que estudamos uma cultura abstrata, que está pairando sobre a realidade da escola. Mas temos avançado, especialmente na escola pública, no sentido de poder acessar políticas públicas e ter mais presente a realidade das comunidades de onde vêm nossas origens. Esta é a proposta da Semana do Estudante: viver e acessar essas raízes da resistência e da diversidade cultural. Ainda se convive muito com o racismo, com a intolerância entre as diferentes culturas. E a escola, apesar de ser invadida pelos meios de comunicação, é um espaço privilegiado de acolher culturas, de aprender com o diferente, de se ver no outro, de ajudar o jovem a se encontrar e também a perceber que o Brasil é muito mais do que aquilo que a televisão mostra.
Mundo Jovem:É possível comparar o jovem de hoje com o dos anos 1960/70? Tábata Silveira: O contexto é outro. Naquela época, o contexto era mais instigante, porque o inimigo era muito claro. Existia uma lógica mundial de ditaduras e de opressão ao Sul do mundo. Então, havia uma luta pela libertação, contra o Norte. Eu acho que essa confusão que se tem hoje, essa tentativa pós-moderna de colocar na cabeça do jovem que é tudo muito incerto, e que não necessariamente se devam fazer lutas, causa um certo mal-estar.
Acredito que o movimento estudantil, mais do que nunca, tem um papel fundamental no sentido de romper com a ideia de que a educação deve estar a serviço do sistema que oprime a maioria. Mas é importante dizer que o movimento estudantil, além desse desafio maior, tem lutas específicas.
Mundo Jovem:Quais são essas lutas? Tábata Silveira: Na universidade, há uma luta pela inclusão racial e social no Ensino Superior, que são as cotas. Apesar de ser uma lei já aprovada, ainda é um problema que requer reconhecimento. Há também a questão da mulher nos espaços de educação. Na verdade, a pauta do dia é contra as opressões, contra a homofobia, contra o machismo, contra o racismo.
A questão da ecologia também está presente, apesar de ser uma pauta confusa, porque o meio ambiente está sendo afetado pelo sistema capitalista, todos sabem, e o jovem tem se indignado muito com isso, mas não tem alguém para ser “atacado” diretamente. É uma luta difusa e impessoal. Todos sentem que devem fazer alguma coisa, mas ninguém faz.
Mundo Jovem:E há resultados dessas lutas? Tábata Silveira: Eu entendo que um grande desafio para o movimento estudantil é repensar a sua forma. O problema é o método, não é o conteúdo. E nesse sentido os resultados poderiam ser bem maiores. A cultura é um caminho de diálogo com o próprio estudante. Os grandes atos, as grandes manifestações que acontecem hoje em dia não conseguem agregar tanta gente e por isso são poucas vozes gritando, e que correm o risco de serem ridicularizadas pelos colegas. Transitando pelas escolas e universidades, o que se percebe é a questão da forma do movimento estudantil. Como é que vai fazer para dialogar com os estudantes para ser real e cumprir o seu papel, que é organizar os estudantes para lutarem por uma sociedade diferente?
Mundo Jovem:Então não dá para dizer que o jovem de hoje é indiferente? Tábata Silveira: Não dá para dizer que o jovem é indiferente. Existe a tentativa de construir essa ideia de que o jovem é apático. Nas avaliações que as Pastorais da Juventude têm feito, a conclusão é que o jovem se incomoda muito porque sofre diretamente as consequências do sistema capitalista. E não tem como uma pessoa que sofre muito ser apática. Ser indiferente é não perceber que as coisas estão acontecendo. A dificuldade que existe é encontrar meios de organização.
O jovem sente na própria pele, pela violência que existe hoje, principalmente nas periferias, a questão da discriminação, a dificuldade de conseguir emprego. Apesar de as estatísticas mostrarem que o índice de desemprego está diminuindo, parece que há uma certa desconfiança com relação ao jovem.
Mundo Jovem:A internet pode contribuir nas lutas do jovem? Tábata Silveira: É evidente que a juventude é fortemente atraída pelas tecnologias, pela possibilidade de se comunicar através do computador. E eu acredito que isso é a manifestação de uma resposta a uma pergunta que nos fazemos: quem somos? A internet parece conceder esta liberdade para sermos exatamente o que somos. Podemos selecionar as melhores fotos para que as pessoas nos vejam do jeito que queremos ser vistos. Acho importante o jovem poder se projetar numa perspectiva ideal.
Por outro lado, a internet traz o aspecto de que nos distancia fisicamente uns dos outros. E para a questão central do estudante, que são suas lutas, a internet é uma ferramenta limitada. Dá para dizer que a internet pode contribuir, mas nada consegue substituir o espaço de debate, de construção coletiva presencial.
Mundo Jovem:É possível mudar a realidade? Que caminhos trilhar? Tábata Silveira: Os partidos políticos identificados com os movimentos sociais têm muitas pautas urgentes, muitas bandeiras. Há a questão da ecologia, questões raciais, das mulheres, dos trabalhadores etc. E quando se olha para essa diversidade de bandeiras, a sensação para quem é militante de movimento estudantil e de pastoral é de que a luta é dispersa, não é unida. Há uma luta, mas parece que não se sabe especificamente contra o que se está lutando. E isso dificulta a mudança. Por outro lado, há um pressuposto para a mudança. Paulo Freire dizia que é preciso acreditar que é possível mudar.
Penso que podemos nos inspirar na forma de viver indígena, de sentar na roda, de um não ser mais do que o outro, de se compreender como se fosse uma grande família. Dessa forma, é possível traçar um projeto comum e caminhar lutando para que ele aconteça.
Então, primeiro, acreditar que é possível mudar; depois, buscar uma unidade entre os movimentos. Se continuarmos numa postura de cada um lutar pelas suas bandeiras, caminharemos cada vez mais para o individualismo, que é totalmente contrário ao projeto de sociedade mais justa. E quando se fala na possibilidade, é importante lutar a partir do lugar onde se está. Quem está na escola, deve lutar dentro dela, sem esperar ficar maior de idade para entrar para a política etc. Quem já está trabalhando, pode lutar por um salário mais justo, pensar num sentido de trabalho humanizador. Todo o espaço é legítimo para a luta.